Micaela
Ainda estava sem reação pelo o que o Gui havia me pedido, mas ele era meu amigo, não ia deixar ele na mão, e era por uma boa causa.
- Tudo bem, por mim não tem problema nem um, mas claro, o que vamos falar para nossos amigos? - disse imaginando, nunca tinha feito isso e fazia mais de 4 anos que se quer dou um beijo. Isso mesmo. 4 anos, e nem tô morrendo por isso. Enquanto tem gente que não fica nem um dia, que dirá 4 anos.
- Já pensei nisso, bom podemos dizer que foi só algo passageiro, pelo menos uma semana só para mim ver como ela reage, não precisa muita intimidade se você preferir, vai ser tudo fingimento. Só quando necessário mesmo. Tem problema para você?
- Não, só acho que a Maíra e a Laila vão pirar quando falarmos isso para elas...
- Não podemos falar para elas nem para ninguém, prefiro só nós dois sabendo disso, é melhor até para fingir. - ele disse me cortando, ele tinha razão elas não sabendo por enquanto era melhor, elas agiriam como se fosse verdade.
- É tem razão, então, devo me arrumar para a balada, namorado? - disse rindo.
- Fique mais linda do que já é, namorada. - ele disse rindo também. Aquilo seria divertido.
- Vou me arrumar, espera aí. - disse já saindo para me arrumar. Entrei no quarto indo direto para o meu closet, vesti um vestido colado todo preto curto e manga até os cotovelos, e ele era bem decotado estilo V, não era o tipo de roupa que eu costumo usar mas eu gostava daquele vestido. Calcei um salto alto vermelho, e fiz uma maquiagem básica, nada de mais, só um rímel, lápis de olho, e uma sombra preta de leve bem esfumada. Quando terminei fui para a sala e já estavam todos me esperando, inclusive Laila que já estava toda produzida. Fomos no carro do Gui, e eu no banco do carona e as meninas no banco de trás. Fomos em silencio até chegar a tal balada, ele mandou irmos na frente e encontrar com o pessoal que estaria lá. Entramos e as meninas resolveram ir logo para a pista eu disse que esperaria o Gui e elas assentiram e logo saíram. Estava esperando o Gui voltar até alguém falar comigo.
- Oi esquentadinha. - ele disse rindo.
- Que susto Caíque! - disse pondo a mão no coração.
- Não se esquenta, esquentadinha. Tá fazendo o que aqui parada? - ele disse.
- Tô esperando o Gui. - disse simples.
- Ah tá, então.. - ele disse se aproximando. - Vamos dançar?
- N-não. - gaguejei, mas logo me controlei. - Não, tenho que esperar o Gui para encontrar o resto do pessoal.
- Ah tudo bem, vou para a pista só então.. - ele fez beicinho.
- Vai. - disse empurrando ele. Ele logo sumiu no meio de tanta gente. Senti alguém segurar firme em minha cintura e me conduzir, logo vi Gui ao meu lago sorrindo.
- Vamos. - ele disse. - Ela já deve estar aí, preparada?
- É né. - disse me auto-encorajando. Seguimos até um pessoal na área vip, e logo vi Maíra e Laila conversando com umas amigas nossas, só não conheci algumas. Gui seguro minha mão e cumprimentamos todos. Maíra me acarou como quem diz "você vai me explicar isso direitinho", por ultimo falamos com uma garota de cabelos castanho claro, ela era bem bonita.
- Oi Gui, quanto tempo ein. - a garota disse falando com Gui.
- Oi Alice, bastante tempo ein. - ele respondeu, e apertou minha mão e me olhou como se perguntasse pela ultima vez se tinha certeza que era para fazer aquilo, assenti para ele. -Esse é minha namorada, Micaela.
Não preciso nem dizer que todos ficaram nos encarando, principalmente Maíra, que me encarava como quem me esganaria por não ter contado para ela. Depois desse momento 'choque', todos voltaram a conversar e Gui foi falar com uns amigos enquanto e a Maíra fomos até o bar beber água.
- Que historia é essa ein? - ela disse assim que chegamos e pedimos as águas.
- Não é nada demais.. - disse simples.
- Nada demais? Tu tá namorando e não me conta 'veada'! Isso é quase um apocalipse. - ela disse rindo logo depois fingindo cara de séria.
- Hilaria você! E realmente não é nada demais. Em casa te conto melhor okay?
- Tudo bem né. - ela disse, e pegamos as águas.
Quando estamos voltando vi algo que sinceramente, não gostei nem um pouco. Vi Caíque quase tendo relações sexuais com uma garota com uma roupa minuscula, aquilo mexeu comigo, não sei bem o porque. Sai o mais rápido que pude dali, a Maíra sem entender só me acompanhou. Quando voltamos sentei ao lado do Gui, fiquei um bom tempo calada, pensando longe, até o Gui perceber e falar comigo.
- Tá tudo bem Mica? - ele disse me olhando preocupado.
- Sim, sim. Não se preocupe. - disse nessa hora Caíque apareceu, não sei porque mas uma raiva me subiu e agi sem pensar. Beijei Gui, ele retribuiu o beijo, assustado talvez mas não recuou, foi um beijo rápido, e assim que paramos vi ele me encarar tentando entender, mas não reclamou. Voltamos a conversar e vi Caíque me olhando fixamente. Eu já estava incomodada com aquilo. Me levantei e falei para o Gui que iria ao banheiro, tinha um corredor para entrar no banheiro feminino e quando estava passando por ele alguém me imprensou na parede, olhei para Caíque assustada com aquilo, ele tinha uma expressão no rosto que eu não reconhecia, bravo, malicioso, e sem duvidas bêbado. Tentei sair de seus braços e ele passou uma de suas mãos por minha cintura subindo por minha costa, enquanto com a outra mão ele segurava firme minha cintura. Senti um arrepio percorrer por todo meu corpo.
- O que vo-você pensa que está fazendo? - disse tentando parecer firme, mas parecia impossível daquela forma.
- Relaxa gata. - ele disse e eu confirmei o que já sabia, ele estava bêbado, completamente bêbado, com um bafo de álcool que me deu enjoo. - Você não vai lembrar de nada.
- Você que tá porre aqui, então não sou eu que não vou lembrar de nada. - disse rápido tentando sair de seus braços.
- Calma aí neném. - ele disse me olhando dos pés à cabeça e me pressionando mais contra seu corpo. Outro arrepio me percorreu, acho que ele percebeu porque deu uma risadinha maliciosa misturada com satisfação. - Você fica mais gostosa assim, sabia? - eu odiava quem me chamava assim, é tão machista, então a raiva me percorreu e com toda a minha força eu o empurrei fazendo ele se soltar de mim.
- Em primeiro lugar eu não sei porque você tá fazendo isso afinal não sou como aquela que você estava a pouco tempo atrás, e em segundo lugar odeio que me chamem de neném e odeio ainda mais quem me chama de gostosa. Espero que você nunca mais faça isso, e lembre disso porque se não eu vou ter que repetir o que vou fazer... - disse e ele me encarou talvez esperando que fosse agarrá-lo ali e logo me olhou incrédulo depois do tapa que dei em seu rosto. Sai dali o mais rápido possível. Voltei para onde estávamos e fingi que nada tinha acontecido, um tempo depois pedi para ir embora, menti dizendo que não estava bem, não demorou muito e Gui foi nos levar em casa, Caíque não apareceu desde a hora que voltei do 'acontecido' mas não liguei muito para isso.
Assim que chegamos as meninas foram logo me perguntando o que havia acontecido, contei tudo para elas, eu realmente não aguentaria guardar aquilo só para mim. Ele tinha me magoado, eu sabia que ele estava bêbado mas, sei lá, parecia que não, era como se ele fosse fofo só como 'disfarce', exatamente como todos os outros fazem quando querem ficar com uma garota, e eu já devia saber.
Acordei no outro dia tarde, pelo menos para mim 11 horas da manhã é bem tarde para quem acorda cedo, mas era sábado e não tinha faculdade, então fiz minhas higienes matinais, tomei café e voltei a ficar deitada na cama, peguei meu ipod e fiquei ali ouvindo musica até Maíra me chamar para almoçar. No final da tarde que vim me lembrar que tenho um celular, fui achar ele arrumando minha cama no meio do edredom descarregado, botei ele para carregar enquanto terminava de arrumar meu quarto. Tomei um banho e fui lanchar, peguei meu celular e fui para sala mexer nele, mal sentei no sofá e ele começou a vibrar, chegando varias mensagens tanto no whats app como sms, os sms eram que havia um numero me ligando desde 14h, fui ver o whats app e tinha mensagem do Gui peguntando se estava melhor, lembrei que tinha falado ontem para ele que não estava bem e respondi logo que sim. Até ai tudo bem, o que me chocou foi as 38 mensagens não lidas, e adivinhem de quem? 42 ligações perdidas adivinhem de quem? 25 sms e adivinhem de quem? Pois é. As pessoas fazem besteira e acham que podem pedir desculpas e tudo bem, acontece que comigo é mais embaixo bem mais embaixo. Resolvi não responder. No começo da noite eu estava no meu quarto estudando quando me celular toca e eu atendi sem ver quem era.
- "Alô, Micaela?" - eu reconheci a voz, era do Gui, e ele parecia preocupado.
- "Oi Gui." - disse calma.
- "Você tá bem?" - ele disse.
- "Sim, por que? Eu já disse estou bem ontem foi só um mal estar, não te preocupa." - disse mais calma ainda.
- "Ah tudo bem, então.. É.. Você pode vir aqui agora?" - ele parecia nervoso. Eu estranhei aquilo, então lembrei que Caíque mora no mesmo condomínio que ele, e eu não correria o risco de 'esbarrar' nele como sempre acontecia. Não mesmo.
- "Hã, por que você não vem aqui.." - não terminei de falar e ele me cortou.
- "Você não tá bem? Quer alguma coisa, um remedio..." - dessa vez cortei ele.
- "Calma cara! Eu tô bem, só tô com preguiça de ir aí mesmo... O que você quer?" - disse por fim.
- "Ah, okay okay. Vou aí, e conversamos pessoalmente ok?" - ele disse.
- "Tudo bem." - disse e desliguei em seguida.
O que será que ele queria comigo? Por que ele estava tão preocupado? Essas perguntas não saiam da minha cabeça só ouvi o interfone tocar, como eu estava no quarto deitada nem me mexi, mas uma das meninas deve ter atendido. Só me levantei quando a campainha tocou, dei um pulo da cama gritando que eu atenderia, ouvi as meninas na cozinha me xingando comecei a rir, mas logo parei de rir ao abrir a porta.
Notas finais
- Tudo bem, por mim não tem problema nem um, mas claro, o que vamos falar para nossos amigos? - disse imaginando, nunca tinha feito isso e fazia mais de 4 anos que se quer dou um beijo. Isso mesmo. 4 anos, e nem tô morrendo por isso. Enquanto tem gente que não fica nem um dia, que dirá 4 anos.
- Já pensei nisso, bom podemos dizer que foi só algo passageiro, pelo menos uma semana só para mim ver como ela reage, não precisa muita intimidade se você preferir, vai ser tudo fingimento. Só quando necessário mesmo. Tem problema para você?
- Não, só acho que a Maíra e a Laila vão pirar quando falarmos isso para elas...
- Não podemos falar para elas nem para ninguém, prefiro só nós dois sabendo disso, é melhor até para fingir. - ele disse me cortando, ele tinha razão elas não sabendo por enquanto era melhor, elas agiriam como se fosse verdade.
- É tem razão, então, devo me arrumar para a balada, namorado? - disse rindo.
- Fique mais linda do que já é, namorada. - ele disse rindo também. Aquilo seria divertido.
- Vou me arrumar, espera aí. - disse já saindo para me arrumar. Entrei no quarto indo direto para o meu closet, vesti um vestido colado todo preto curto e manga até os cotovelos, e ele era bem decotado estilo V, não era o tipo de roupa que eu costumo usar mas eu gostava daquele vestido. Calcei um salto alto vermelho, e fiz uma maquiagem básica, nada de mais, só um rímel, lápis de olho, e uma sombra preta de leve bem esfumada. Quando terminei fui para a sala e já estavam todos me esperando, inclusive Laila que já estava toda produzida. Fomos no carro do Gui, e eu no banco do carona e as meninas no banco de trás. Fomos em silencio até chegar a tal balada, ele mandou irmos na frente e encontrar com o pessoal que estaria lá. Entramos e as meninas resolveram ir logo para a pista eu disse que esperaria o Gui e elas assentiram e logo saíram. Estava esperando o Gui voltar até alguém falar comigo.
- Oi esquentadinha. - ele disse rindo.
- Que susto Caíque! - disse pondo a mão no coração.
- Não se esquenta, esquentadinha. Tá fazendo o que aqui parada? - ele disse.
- Tô esperando o Gui. - disse simples.
- Ah tá, então.. - ele disse se aproximando. - Vamos dançar?
- N-não. - gaguejei, mas logo me controlei. - Não, tenho que esperar o Gui para encontrar o resto do pessoal.
- Ah tudo bem, vou para a pista só então.. - ele fez beicinho.
- Vai. - disse empurrando ele. Ele logo sumiu no meio de tanta gente. Senti alguém segurar firme em minha cintura e me conduzir, logo vi Gui ao meu lago sorrindo.
- Vamos. - ele disse. - Ela já deve estar aí, preparada?
- É né. - disse me auto-encorajando. Seguimos até um pessoal na área vip, e logo vi Maíra e Laila conversando com umas amigas nossas, só não conheci algumas. Gui seguro minha mão e cumprimentamos todos. Maíra me acarou como quem diz "você vai me explicar isso direitinho", por ultimo falamos com uma garota de cabelos castanho claro, ela era bem bonita.
- Oi Gui, quanto tempo ein. - a garota disse falando com Gui.
- Oi Alice, bastante tempo ein. - ele respondeu, e apertou minha mão e me olhou como se perguntasse pela ultima vez se tinha certeza que era para fazer aquilo, assenti para ele. -Esse é minha namorada, Micaela.
Não preciso nem dizer que todos ficaram nos encarando, principalmente Maíra, que me encarava como quem me esganaria por não ter contado para ela. Depois desse momento 'choque', todos voltaram a conversar e Gui foi falar com uns amigos enquanto e a Maíra fomos até o bar beber água.
- Que historia é essa ein? - ela disse assim que chegamos e pedimos as águas.
- Não é nada demais.. - disse simples.
- Nada demais? Tu tá namorando e não me conta 'veada'! Isso é quase um apocalipse. - ela disse rindo logo depois fingindo cara de séria.
- Hilaria você! E realmente não é nada demais. Em casa te conto melhor okay?
- Tudo bem né. - ela disse, e pegamos as águas.
Quando estamos voltando vi algo que sinceramente, não gostei nem um pouco. Vi Caíque quase tendo relações sexuais com uma garota com uma roupa minuscula, aquilo mexeu comigo, não sei bem o porque. Sai o mais rápido que pude dali, a Maíra sem entender só me acompanhou. Quando voltamos sentei ao lado do Gui, fiquei um bom tempo calada, pensando longe, até o Gui perceber e falar comigo.
- Tá tudo bem Mica? - ele disse me olhando preocupado.
- Sim, sim. Não se preocupe. - disse nessa hora Caíque apareceu, não sei porque mas uma raiva me subiu e agi sem pensar. Beijei Gui, ele retribuiu o beijo, assustado talvez mas não recuou, foi um beijo rápido, e assim que paramos vi ele me encarar tentando entender, mas não reclamou. Voltamos a conversar e vi Caíque me olhando fixamente. Eu já estava incomodada com aquilo. Me levantei e falei para o Gui que iria ao banheiro, tinha um corredor para entrar no banheiro feminino e quando estava passando por ele alguém me imprensou na parede, olhei para Caíque assustada com aquilo, ele tinha uma expressão no rosto que eu não reconhecia, bravo, malicioso, e sem duvidas bêbado. Tentei sair de seus braços e ele passou uma de suas mãos por minha cintura subindo por minha costa, enquanto com a outra mão ele segurava firme minha cintura. Senti um arrepio percorrer por todo meu corpo.
- O que vo-você pensa que está fazendo? - disse tentando parecer firme, mas parecia impossível daquela forma.
- Relaxa gata. - ele disse e eu confirmei o que já sabia, ele estava bêbado, completamente bêbado, com um bafo de álcool que me deu enjoo. - Você não vai lembrar de nada.
- Você que tá porre aqui, então não sou eu que não vou lembrar de nada. - disse rápido tentando sair de seus braços.
- Calma aí neném. - ele disse me olhando dos pés à cabeça e me pressionando mais contra seu corpo. Outro arrepio me percorreu, acho que ele percebeu porque deu uma risadinha maliciosa misturada com satisfação. - Você fica mais gostosa assim, sabia? - eu odiava quem me chamava assim, é tão machista, então a raiva me percorreu e com toda a minha força eu o empurrei fazendo ele se soltar de mim.
- Em primeiro lugar eu não sei porque você tá fazendo isso afinal não sou como aquela que você estava a pouco tempo atrás, e em segundo lugar odeio que me chamem de neném e odeio ainda mais quem me chama de gostosa. Espero que você nunca mais faça isso, e lembre disso porque se não eu vou ter que repetir o que vou fazer... - disse e ele me encarou talvez esperando que fosse agarrá-lo ali e logo me olhou incrédulo depois do tapa que dei em seu rosto. Sai dali o mais rápido possível. Voltei para onde estávamos e fingi que nada tinha acontecido, um tempo depois pedi para ir embora, menti dizendo que não estava bem, não demorou muito e Gui foi nos levar em casa, Caíque não apareceu desde a hora que voltei do 'acontecido' mas não liguei muito para isso.
Assim que chegamos as meninas foram logo me perguntando o que havia acontecido, contei tudo para elas, eu realmente não aguentaria guardar aquilo só para mim. Ele tinha me magoado, eu sabia que ele estava bêbado mas, sei lá, parecia que não, era como se ele fosse fofo só como 'disfarce', exatamente como todos os outros fazem quando querem ficar com uma garota, e eu já devia saber.
Acordei no outro dia tarde, pelo menos para mim 11 horas da manhã é bem tarde para quem acorda cedo, mas era sábado e não tinha faculdade, então fiz minhas higienes matinais, tomei café e voltei a ficar deitada na cama, peguei meu ipod e fiquei ali ouvindo musica até Maíra me chamar para almoçar. No final da tarde que vim me lembrar que tenho um celular, fui achar ele arrumando minha cama no meio do edredom descarregado, botei ele para carregar enquanto terminava de arrumar meu quarto. Tomei um banho e fui lanchar, peguei meu celular e fui para sala mexer nele, mal sentei no sofá e ele começou a vibrar, chegando varias mensagens tanto no whats app como sms, os sms eram que havia um numero me ligando desde 14h, fui ver o whats app e tinha mensagem do Gui peguntando se estava melhor, lembrei que tinha falado ontem para ele que não estava bem e respondi logo que sim. Até ai tudo bem, o que me chocou foi as 38 mensagens não lidas, e adivinhem de quem? 42 ligações perdidas adivinhem de quem? 25 sms e adivinhem de quem? Pois é. As pessoas fazem besteira e acham que podem pedir desculpas e tudo bem, acontece que comigo é mais embaixo bem mais embaixo. Resolvi não responder. No começo da noite eu estava no meu quarto estudando quando me celular toca e eu atendi sem ver quem era.
- "Alô, Micaela?" - eu reconheci a voz, era do Gui, e ele parecia preocupado.
- "Oi Gui." - disse calma.
- "Você tá bem?" - ele disse.
- "Sim, por que? Eu já disse estou bem ontem foi só um mal estar, não te preocupa." - disse mais calma ainda.
- "Ah tudo bem, então.. É.. Você pode vir aqui agora?" - ele parecia nervoso. Eu estranhei aquilo, então lembrei que Caíque mora no mesmo condomínio que ele, e eu não correria o risco de 'esbarrar' nele como sempre acontecia. Não mesmo.
- "Hã, por que você não vem aqui.." - não terminei de falar e ele me cortou.
- "Você não tá bem? Quer alguma coisa, um remedio..." - dessa vez cortei ele.
- "Calma cara! Eu tô bem, só tô com preguiça de ir aí mesmo... O que você quer?" - disse por fim.
- "Ah, okay okay. Vou aí, e conversamos pessoalmente ok?" - ele disse.
- "Tudo bem." - disse e desliguei em seguida.
O que será que ele queria comigo? Por que ele estava tão preocupado? Essas perguntas não saiam da minha cabeça só ouvi o interfone tocar, como eu estava no quarto deitada nem me mexi, mas uma das meninas deve ter atendido. Só me levantei quando a campainha tocou, dei um pulo da cama gritando que eu atenderia, ouvi as meninas na cozinha me xingando comecei a rir, mas logo parei de rir ao abrir a porta.
Notas finais
Olá queridas, bom eu vou me explicar agora pelo o que aconteceu, foi uma pequena enrolação minha, fui para um blog de fanfic achando que seria melhor, e até uma parte foi, mas eu não gostei muito, tem muitas frescuras, é melhor para mim que faço os capítulos antes de postar em rascunhos. Então o que estão achando? Comentem please, deixei a opção de anônimo para isso, e também para quem não tem conta pode comentar assim. O que será que fez a Mica parar de rir? Esse capitulo deu trabalho, mas eu me superei nele, fiz maior por estar postando de 2 em 2 dias. Então é isso espero que estejam gostando!
Beijos, May.
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